O QUE É E COMO FUNCIONA UM GRUPO DE ORAÇÃO DA RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA ?
Em comemoração aos nossos 14 anos de existência do Grupo de Oração Servos do Senhor, eis uma formação mais do que necessária
O que é o Grupo de Oração
O Grupo de Oração (GO) é um espaço caloroso de oração¹, fundamental na Renovação Carismática Católica. Comumente chamamos de GO o segundo momento da reunião de oração, porém ele se distingue em três momentos importantes: o núcleo, a reunião de oração e o grupo de perseverança².
Por ser uma porta aberta³, constantemente introduz novas pessoas à experiência regeneradora do Batismo no Espírito Santo. Aliás, este é um de seus objetivos principais: levar os que nele participam a abrirem-se a graça de Pentecostes, ou seja, ao contínuo e perene derramar do Espírito Santo.
O Grupo de Oração acomoda-se perfeitamente naquele apelo do beato João Paulo II, quando disse que era preciso redescobrir a presença e a ação do Espírito Santo⁴, pois seus membros veem suas vidas transformadas, renovadas pela ação misteriosa da Pessoa-Dom, o Espírito de Deus. Consequência da abertura de coração à novidade do Espírito.
Como gostamos de denominá-lo, o Grupo de Oração é um tesouro de Deus⁵, onde redescobrimos nossa dignidade de filhos, herdeiros em Jesus Cristo. Celeiro de vocações matrimoniais, sacerdotais e religiosas. Lugar de florescimento de uma humanidade nova, a partir do encontro pessoal com Jesus⁶, o Senhor. No Grupo de Oração exercemos nosso direito natural e batismal de livre associação.⁷
Núcleo do Grupo de Oração
O núcleo de serviço é o primeiro momento do Grupo de Oração (GO). Nele, os líderes do GO se reúnem para orar, planejar, avaliar e até mesmo terem momentos de formação específica para estes que são chamados a exercer o carisma da coordenação.É ele o primeiro intercessor do GO. Ainda que o ministério de intercessão esteja bem constituído, o núcleo jamais deve cessar de pedir pelo bom andamento do grupo, com o desejo sempre ardente de fazer a vontade do Senhor. É imperioso colocarem-se a escuta, sempre perguntando: “o que queres Senhor?”. Dado a importância deste núcleo, percebemos porque é dele que brota o “rhema”¹ para a reunião de oração.
Podemos identificar como vai um Grupo de Oração pelo seu núcleo. Se neste último há o amor fraterno, alegria, se se deixam conduzir pelo Espírito Santo, certamente esta vivência transbordará para os demais membros do Grupo de Oração.
Aliás, por falar nisso, núcleo é núcleo². Não é um grupo grande ou formado por todos os servos da equipe de serviço. Neste primeiro momento, participam o coordenador do GO com mais algumas pessoas, geralmente são: os coordenadores de ministérios, o coordenador (a) anterior do GO, como também aquela pessoa que possui o carisma de discernimento³ reconhecido pela comunidade, visto que é uma incumbência do núcleo tomar decisões. Este pequeno grupo tem a missão de zelar pelo rebanho confiado pelo Senhor aquele Grupo de Oração.
1 – Direcionamento inspirado para a reunião de oração
2 – Segundo o Dicionário Houaiss da língua portuguesa, uma das definições de núcleo é: “parte ou ponto central de alguma estrutura, parte essencial de algo”.
3 – O dom do discernimento dos Espíritos, doado pelo Espírito Santo (I Cor 12), guia para a verdade completa. O pregador da Casa Pontifícia assim fala sobre esse atributo do Espírito Santo: “Se Jesus Cristo é «o caminho» (odos) que leva ao Pai (Jo 14, 6), o Espírito Santo – diziam os Padres – «é o guia ao longo do caminho» (odegos). «Este é o Espírito – escreve Santo Ambrósio –, nossa cabeça e guia (ductor et princeps), que dirige a mente, confirma o afeto, atrai-nos onde quer e orienta para o alto nossos passos». O hino Veni creator recolhe esta tradição nos versos: «Ductore sic te praevio vitemus omne noxium»: convosco como guia todo mal evitaremos”. Raniero Cantalamessa, 3ª Pregação da Quaresma, 27 de março de 2009.
2 – Segundo o Dicionário Houaiss da língua portuguesa, uma das definições de núcleo é: “parte ou ponto central de alguma estrutura, parte essencial de algo”.
3 – O dom do discernimento dos Espíritos, doado pelo Espírito Santo (I Cor 12), guia para a verdade completa. O pregador da Casa Pontifícia assim fala sobre esse atributo do Espírito Santo: “Se Jesus Cristo é «o caminho» (odos) que leva ao Pai (Jo 14, 6), o Espírito Santo – diziam os Padres – «é o guia ao longo do caminho» (odegos). «Este é o Espírito – escreve Santo Ambrósio –, nossa cabeça e guia (ductor et princeps), que dirige a mente, confirma o afeto, atrai-nos onde quer e orienta para o alto nossos passos». O hino Veni creator recolhe esta tradição nos versos: «Ductore sic te praevio vitemus omne noxium»: convosco como guia todo mal evitaremos”. Raniero Cantalamessa, 3ª Pregação da Quaresma, 27 de março de 2009.
Reunião de Oração
Podemos comparar a reunião de oração, segundo momento do Grupo de Oração¹ (GO), aquele acontecimento em que a multidão vendo o que acontecera no cenáculo, ouve a pregação de Pedro e é profundamente tocada². Nela, os participantes do GO, quer sejam membros da equipe de serviço ou não, encontram a porta aberta para viverem, semanalmente, a atualização do seu Pentecostes pessoal e comunitário.
É na reunião de oração que o louvor, a experiência do Batismo no Espírito Santo, a pregação ungida, a vida comunitária encontram espaço privilegiado. Ela é centrada na Pessoa de Jesus, carismática, alegre, espontânea, porém sem deixar de ser ordenada³.
É aqui que muitas pessoas, as mais diversas, tem suas vidas tocadas. E à medida que perseveram, experimentam a ação transformadora do Espírito de Deus. Redescobrem a fé. Recobram o vigor. Abandonam velhos hábitos. Tornam-se novas criaturas, porque se encontram com Aquele que o Caminho, a Verdade, a Vida: Jesus de Nazaré.⁴
Todos os sinais externos que Deus permite vislumbrarmos em uma reunião de oração, por consequência da Efusão do Espírito Santo⁵: curas, milagres, aquebrantamento de coração, lágrimas, júbilo, etc, nenhuma é tão extraordinária quanto uma vida que inicia um novo caminho porque encontrou o sentido de sua existência.

Grupo de Perseverança
É um grupo fechado, onde se reúnem pessoas que já tiveram uma experiência de amor de Deus, da salvação de Jesus e do derramamento do Espírito Santo. Essas pessoas sentem necessidade de algo mais em suas vidas, além dessa experiência inicial de Deus. Buscam aprofundar a sua fé e crescer no conhecimento de Deus. Este é o terceiro momento do Grupo de Oração¹.
Os que foram evangelizados devem ser conduzidos aos grupos de perseverança (GP) para crescerem na doutrina, na fraternidade, na participação da Eucaristia e na vida de oração². O GP tem a missão de formar discípulos de Jesus, e nisto deve consistir o conteúdo e método do ensino. A catequese deve ser planejada e sistemática, com temas da doutrina da Igreja Católica, do Catecismo da Igreja Católica, do Magistério da Igreja e outros temas que leva a crescer na santidade e intimidade com Deus.³
A espiritualidade de um GP é a mesma da RCC, pois ele faz parte do GO como um todo - batismo no Espírito Santo com todas as suas conseqüências: descoberta da vida em comunidade, vida de oração, vida de santidade, vida sacramental, mudança radical de vida, testemunho, compromisso missionário, zelo pelas coisas da Igreja, amor a palavra de Deus e vivência dos carismas do Espírito.
Lembrando ainda que o objetivo do grupo de perseverança não é de formar servos, mas de pastorear os novos que fazem a experiência de Deus, contribuindo na formação inicial do cristão que começa sua caminhada na RCC e na vida da Igreja. Posteriormente, identificado e discernido seu chamado, quem participa de um GP é convidado a colaborar na edificação do Corpo de Cristo através do serviço.
1 – Apostila III Módulo básico – Grupo de Oração
2 – Atos 2, 42ss
3 – Sobre isso nos diz o Documento de Aparecida, 279: “A missão principal da formação é ajudar os membros da Igreja a se encontrar sempre com Cristo, e assim reconhecer, acolher, interiorizar e desenvolver a experiência e os valores que constituem a própria identidade e missão cristã no mundo. Por isso, a formação obedece a um processo integral, ou seja, que compreende várias dimensões, todas harmonizadas entre si em unidade vital. Na base destas dimensões está a força do anúncio kerygmático. O poder do Espírito e da Palavra contagia as pessoas e as leva a escutar a Jesus Cristo, a crer n’Ele como seu Salvador, a reconhecê-lo como quem dá o pleno significado a suas vidas e a seguir seus passos. O anúncio se fundamenta no fato da presença de Cristo Ressuscitado hoje na Igreja, e é fator imprescindível no processo de formação de discípulos e missionários. Ao mesmo tempo, a formação é permanente e dinâmica, de acordo com o desenvolvimento das pessoas e como serviço que são chamadas a prestar, em meios às exigências da história”.
2 – Atos 2, 42ss
3 – Sobre isso nos diz o Documento de Aparecida, 279: “A missão principal da formação é ajudar os membros da Igreja a se encontrar sempre com Cristo, e assim reconhecer, acolher, interiorizar e desenvolver a experiência e os valores que constituem a própria identidade e missão cristã no mundo. Por isso, a formação obedece a um processo integral, ou seja, que compreende várias dimensões, todas harmonizadas entre si em unidade vital. Na base destas dimensões está a força do anúncio kerygmático. O poder do Espírito e da Palavra contagia as pessoas e as leva a escutar a Jesus Cristo, a crer n’Ele como seu Salvador, a reconhecê-lo como quem dá o pleno significado a suas vidas e a seguir seus passos. O anúncio se fundamenta no fato da presença de Cristo Ressuscitado hoje na Igreja, e é fator imprescindível no processo de formação de discípulos e missionários. Ao mesmo tempo, a formação é permanente e dinâmica, de acordo com o desenvolvimento das pessoas e como serviço que são chamadas a prestar, em meios às exigências da história”.
PESQUISA FORMADOR RCC – BOM JESUS –PI: TATIANO R. SANTOS
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