SEMANA SANTA - PASSO A PASSO
A
Semana Santa começa , com o Domingo de Ramos. Dentre todas as festividades da Igreja,
nesta Semana se encontram aquelas importantes Celebrações, que são o núcleo do
ano litúrgico e o cerne da vida dos cristãos, ou seja, o Tríduo Pascal
(Quinta-Feira Santa, Sexta-Feira Santa e Sábado Santo ou Sábado de Aleluia ou
Sábado da Ressurreição), culminando no ponto mais alto do cristianismo, que é o Domingo de Páscoa, quando Jesus
ressuscitou, vencendo a morte.
Alguns
cristão pensam que a Celebração mais importante é o Natal, mas não é. A Páscoa é a Celebração mais importante e é
nela que se fundamenta todo o ano litúrgico da Igreja;
todas as outras Festas e Solenidades.
Na nossa cidade (Bom Jesus – PI) a atividades
em preparação à Semana Santa, começaram na quinta-feira (21/03) com a
solenidade da Missa dos Santos Óleos. Mas
O
QUE É A MISSA DOS SANTOS ÓLEOS ?
A missa da unidade ou
dos “Santos Óleos”acontece na quinta-feira santa, mas por motivos
pastorais, esta celebração poderá ser antecipada. A Missa da Unidade reúne
em torno do Bispo o clero da diocese (padres e diáconos) e todo o povo de Deus,
ou ao menos uma boa representação das comunidades paroquiais que formam a
diocese. Nesta missa são abençoados os óleos dos catecúmenos e dos enfermos e
consagrado o Santo Óleo do Crisma. Uma vez que esta missa caracteriza-se como
uma grande ação de graças a Deus pela instituição do ministério sacerdotal na
Igreja, nela, os padres presentes renovam as promessas sacerdotais.
O significado do óleo:
Óleo é de origem
latina, "oleum", derivada do grego "élaion",
que tem referência no óleo extraído dos olivais (élaia). Este tem a finalidade de fazer brilhar o rosto
(Sl 103,15) e é símbolo da alegria (Sl 44,8). Ser ungido pelo óleo
significa a consagração de um ser a Deus, em vista da realeza, do sacerdócio ou
de uma missão profética (Ex 29,7). Mesmo edifícios e objetos podem ser
consagrados com a unção do óleo (Gn 28,18). O ungido por excelência é o
Messias, o Cristo, que é o Rei, o Sumo Sacerdote e o Profeta. Símbolo da
alegria e da beleza, sinal de consagração, o óleo também alivia as dores
e fortalece os cristãos, tornando-os mais ágeis e menos vulneráveis.
Na Liturgia da Igreja
evidencia-se três óleos, chamados de "Santos Óleos": Óleo dos
enfermos, Óleo dos Catecúmenos e Óleo do Santo Crisma. Os dois primeiros Santos
Óleos são abençoados e o terceiro, o Óleo Crismal, é consagrado pelo Bispo
celebra com todo o seu presbitério na Quinta-feira Santa pela manhã (ou outro
dia pastoralmente propício).
O Óleo dos
Catecúmenos concede a força do Espírito Santo àqueles que serão
batizados, para que possam como Cristo, serem fortalecidos contra mal. Na falta
deste óleo, outro poderá ser abençoado pelo padre antes de ser usado. O
batizando é ungido com o óleo dos catecúmenos, no peito.
O Óleo dos
Enfermos, que em caso de necessidade poderá ser abençoado pelo padre
antes da unção do enfermo, é um sinal sensível utilizado na Unção dos Enfermos,
que traz o conforto e a força do Espírito Santo para o doente no momento de seu
sofrimento. O doente é ungido na fronte e na palma das mãos.
O Santo
Crisma é um óleo perfumado, utilizado nas unções consecratórias dos
seguintes sacramentos:
· Depois da
imersão nas águas do batismo, o batizado é ungido na fronte;
· Na Confirmação
é o símbolo principal da consagração, também na fronte;
· Depois da Ordenação
Episcopal, sobre a cabeça do novo bispo;
· Depois da
ordenação sacerdotal, na palma das mãos do néo-sacerdote.
Também é usado em
outros ritos consecratórios, como na dedicação de uma Igreja, na consagra-ção de
um altar, quando o Santo Crisma é espalhado sobre o altar e sobre as cruzes de
consagração que são colocadas nas paredes laterais das igrejas dedicadas (consagradas).
Os Santos Óleos, de modo par-ticular o Santo Crisma, têm caráter sacramental.
Antigamente, os Óleos eram guardados dentro de um pe-queno sacrário, costume
este que está voltando em muitas comunidades, como sinal de respeito.
DOMINGO DE RAMOS
É assim chamado porque celebra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Aclamado como rei, Jesus cumpre mais uma profecia messiânica. Se calarem a voz dos profetas, as pedras falarão, disse Jesus. Em tempos de tantos movimentos e messianismos, será que também nós não corremos atrás de milagres e aparições, sem nos darmos conta de que o projeto de Jesus nos coloca no centro da vida? Sejamos os profetas e profetizas da paz, da vida nova e plena em tempos de dificuldades e de tantos falsos reis e rainhas. "Bendito o que vem em nome do Senhor".
Celebração do dia: Procissão e Bênção dos Ramos.
PRIMEIROS DIAS DA SEMANA SANTA (Segunda, Terça e
Quarta-Feira Santas)
Por que se confessar na Semana Santa?
Queremos, no início da Semana
Santa, apresentar um itinerário teológico acerca do Sacramento da Penitência.
Diz o Catecismo da Igreja Católica, no seu número 1422, que “aqueles que se
aproximam do sacramento da Penitência obtêm da misericórdia de Deus o perdão da
ofensa a Ele feita e, ao mesmo tempo, são reconciliados com a Igreja, que
tinham ferido com o seu pecado, a qual, pela caridade, exemplo e oração,
trabalha pela sua conversão”.
O Sacramento da Penitência é o sacramento da conversão profunda, porque realiza, de maneira sacramental, o apelo de Jesus à conversão e o esforço de regressar à casa do Pai, do qual o pecador se afasta pelo pecado. Pode, também, ser chamado de Sacramento da Confissão, porque o penitente reconhece diante do sacerdote ser pecador e confessa os seus pecados, reconhecendo o delito e pedindo a santidade de Deus e a sua infinita misericórdia pelo perdão de seus pecados. Pode, ainda, ser chamado de Sacramento do Perdão, porque pela absolvição sacramental do sacerdote o penitente recebe da parte de Deus e da Igreja o perdão e a paz. Por fim, é chamado de Sacramento da Reconciliação, porque no ato de se confessar o pecador recebe o amor generoso do Pai e reconcilia-se com Deus, com a comunidade e com os irmãos.
O Sacramento da Penitência é o sacramento da conversão profunda, porque realiza, de maneira sacramental, o apelo de Jesus à conversão e o esforço de regressar à casa do Pai, do qual o pecador se afasta pelo pecado. Pode, também, ser chamado de Sacramento da Confissão, porque o penitente reconhece diante do sacerdote ser pecador e confessa os seus pecados, reconhecendo o delito e pedindo a santidade de Deus e a sua infinita misericórdia pelo perdão de seus pecados. Pode, ainda, ser chamado de Sacramento do Perdão, porque pela absolvição sacramental do sacerdote o penitente recebe da parte de Deus e da Igreja o perdão e a paz. Por fim, é chamado de Sacramento da Reconciliação, porque no ato de se confessar o pecador recebe o amor generoso do Pai e reconcilia-se com Deus, com a comunidade e com os irmãos.
Por isso, o fiel, ciente de que deve se confessar pelo
menos uma vez por ano pela Páscoa da salvação, ao receber a absolvição deve
ficar atento à fórmula da absolvição, quando o presbítero diz que o Pai das
misericórdias é a fonte de todo o perdão e que Ele realiza a reconciliação dos
pecadores pela Páscoa do seu Filho e pelo dom do seu Espírito, através da
oração e do ministério da Igreja.
TRÍDUO PASCAL
a) QUINTA-FEIRA SANTA
Celebramos, hoje, a memória da Ceia do Senhor,com a instituição da Eucaristia. Para bem compreendermos o gesto salvífico de Jesus, urge situar-nos nos gestos concretos realizados por Ele. A Eucaristia não vem como algo separado de outras ações do Mestre.
Celebramos,
hoje, a memória da Ceia do Senhor, com a instituição da Eucaristia.
Para bem compreendermos o gesto salvífico de Jesus, urge situar-nos nos gestos
concretos realizados por Ele. A Eucaristia não vem como algo separado de outras
ações do Mestre. Ele próprio nos demonstra isso, ao executar o gesto do
Lava-pés minutos antes da ceia judaica. Isto porque o serviço, a caridade devem
acompanhar a partilha do que os irmãos de fé têm e são. Em comunidade
reconciliada, onde perdão e mútua preocupação acontecem, é possível viver
eucaristicamente.
Celebração do dia: Lava-pés e Missa da Ceia do Senhor (horário: ao
entardecer)
b) SEXTA-FEIRA SANTA OU SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO (morte) DO
SENHOR
Dia de jejum e abstinência
Deus nos ama com gestos profundos. Toda a
liturgia da Sexta-feira Santa nos recorda isto. Dá passos concretos em direção
da humanidade desde a criação do mundo. Quando as pessoas se afastam de seus
caminhos, chama-as à conversão pelos profetas. E ante o fechamento e
endurecimento dos corações, envia seu Filho unigênito como vítima de expiação
por nossos pecados. Na história da humanidade só nosso Deus, por amar
profundamente suas criaturas, chegou ao ponto de morrer por elas. Senhor, sê
nossa força.
Celebração do dia: Celebração da Paixão (em todas as
igrejas às 15h)
Procissão do Senhor Morto pelas ruas do bairro (algumas igrejas têm este
costume)
c) SÁBADO SANTO OU SÁBADO DE ALELUIA
Dia de silêncio e meditação, pois lembramos os momentos
em que Jesus esteve no Sepulcro.
Neste dia não se celebram Missas.
Celebração do dia: Vigília Pascal, no início da tarde. pelo bem delas. Morrer? Sim e não. A Vigília Pascal nos
reserva uma gratificante surpresa: o triunfo do poder de Deus sobre a própria
morte. Jesus atravessará os portais da mansão da morte, vencendo-a, provando
que o Pai confirmou todos os gestos que ele, Jesus, realizou em vida. Todos os
cristãos são convidados a ficar em estado de vigília, à espera da Ressurreição,
confirmando e animando os irmãos na fé, e resgatando da morte pelas águas do
batismo os novos seguidores de Cristo
DOMINGO DE PÁSCOA OU DOMINGO DA RESSURREIÇÃO DO SENHOR
Celebração do dia : Missa da Ressurreição, nos horários
das Missas de Domingo.
Deus
sempre nos reserva pequenas surpresas. Surpresas agradáveis! Na manhã da
Páscoa, a maior de todas as surpresas, que mudaria os rumos da História: havia
vencido a própria morte, ressuscitara!
Sinais
silenciosos de Deus, sem deixar vestígios violentos ou imponentes a não ser a
pedra removida e os panos de linho dobrados no sepulcro. Para alguns, pareceu
loucura afirmar a ressurreição. Ainda hoje o dizem: loucura! Para a
simplicidade dos primeiros discípulos foi o sinal suficiente que arrastaria o
cristianismo pelos quatro cantos do planeta através dos séculos futuros. Jesus
ressuscitou, meu irmão! Alegre-se na sua dor, ele venceu toda forma de morte e
vai ajudá-lo a vencer a sua. Participe de uma celebração em sua igreja neste
dia! Alegre-se com sua comunidade Aleluia! Aleluia! Aleluia!
(texto
adapatado - fonte: http://www.loreto.org.br/mar2005_ss_dia_a_dia.asp)
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Semana Santa
Tríduo Pascal - Quinta-feira Santa
Tríduo Pascal - Sexta-feira Santa
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